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quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Nowhere Man - The Beatles

Pela primeira vez, desde os meus dez anos, me arrisco a rimar.
Percebe-se a pouca prática pelo poema que escrevo logo a baixo.
Me sinto um tanto quanto boba chamando um texto meu de "poema", como se eu fosse uma "poeta".
Agora sobre a banda escolhida.
Demorei muito tempo pra escrever algo inspirado em Beatles.
Talvez por ser minha banda favorita, e por ser Beatles, claro, nunca achei que nada que fiz inspirado neles, estava a nível de publicação, mas ando precisando colocar um monstros para fora, e nada melhor do que Nowhere Man pra expressar como ando me sentindo.
Sem mais enrolações e desculpas, o poema.


Nowhere "girl"


Ela só tinha o tempo em comum
           com essa sociedade vazia.
Ela não se encaixava em lugar algum,
           vivia em plena fantasia;

Ela fazia planos com ninguém,
           de uma vida imaginária.
Ela decorava casas inexistentes
           e cantava músicas inventadas.

Olhava estrelas de pensamentos
           deitada em gramados de sonhos.
Dançava baladas secretas
           e bebia drinks de fôlego;

E no final do dia, chorava lágrimas invisíveis;

Chorava pela felicidade que não tinha,
           pelas pessoas que não conhecia;
Pelo lugar sem forma que vivia
           e pelas coisas que nunca vira;

Mal sabia ela
           que não estava perdendo nada,
que sua realidade utópica
           era muito melhor que essa vida parada/pacata;

Essa triste realidade,
           com pessoas de verdade;
Onde as pessoas esperam dormir para poder sonhar,
           com o mundo que ela teimava em querer deixar.


"He's a real nowhere man,
sitting in his nowhere land,
making all his nowhere plans,
for nobody."